Secretaria de Saúde quer fazer 40 mil cirurgias eletivas em seis meses

São quase 100 mil cirurgias eletivas em espera e a maioria dos casos é da Grande Florianópolis

Com a queda do número de internações de pacientes contaminados com Covid-19, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com os hospitais filantrópicos, está preparando um mutirão de cirurgias eletivas para o fim de 2021 e início de 2022. A intenção, segundo o chefe da pasta, André Motta Ribeiro, é realizar 40 mil cirurgias entre outubro e março: justamente o número de cirurgias que ficaram represadas em meio à pandemia.

A fila formou-se após a lotação de unidades hospitalares por causa da pandemia. A realização de cirurgias chegou a ser suspensa duas vezes: em 2020 e 2021, nas chamadas primeira e segunda onda da doença. A última liberação ocorreu no início de maio e já estão sendo realizadas, mas muitos procedimentos estão atrasados, especialmente cirurgias gerais, como correção de hérnias, por exemplo.

Segundo a pasta, são quase 100 mil cirurgias eletivas em espera. A maioria dos casos é da Grande Florianópolis. Segundo Motta Ribeiro, a concentração de demanda de cirurgias nos grandes centros é natural pelo "adensamento populacional", diz, e essas regiões também dispõem de maior oferta na rede hospitalar.

Quando a pandemia chegou a Santa Catarina, eram 60 mil cirurgias eletivas esperando realização. Por causa do vírus, o número subiu para quase 100 mil. A intenção é realizar o mutirão para voltar ao patamar pré-pandemia. "Queremos fazer 18 meses em seis", disse o secretário.





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