O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se
manifestou sobre a confusão ocorrida em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí,
nesta quarta-feira (8). Segundo ele, “maus políticos” mentiram sobre a falta de
obras na barragem.
O político diz ainda que para sua surpresa “os indígenas
estavam fazendo protesto porque a obra está acontecendo”. “O governo estadual e
o governo federal fizeram um acordo com os indígenas há mais de 20 anos,
prometendo obras que não aconteceram e nós estamos fazendo”, reforça.
Jorginho disse ainda que no local seriam construídas 20
casas, mas que o Governo de Santa Catarina vai fazer mais de 40. “Em ano
eleitoral, tem gente que mente. Tem gente que é contra o progresso. E tem a
gente que tem responsabilidade. Acredite, tem até gente torcendo pelo El Niño”,
finaliza.
Durante uma entrevista à NDTV RECORD, em José Boiteux,
Jorginho Mello trocou ofensas com indígenas em uma das visitas às obras da
barragem na cidade. O momento ocorreu enquanto ele falava sobre a relação do
Estado com a comunidade indígena que vive na região.
Em um trecho do vídeo, o governador interrompe a fala e
profere um xingamento, antes de pedir que pessoas fossem retiradas do local:
“Vai para a p** que o p**!”, disse. Na sequência, ele solicita: “Tira esse
pessoal daí! Manda tirar esse pessoal daí!”.
Antes da confusão acontecer, o governador justificava a
importância da barragem e da obra que há anos é aguardada na região.
Posteriormente, uma mulher questiona a declaração de Jorginho Mello de que a
situação da barragem estaria “sob controle” e afirma que a estrutura está
localizada dentro de uma terra indígena.
“Tudo sob controle? O que nós precisamos ali?”, questiona a
mulher. Em seguida, ela afirma: “Eu sou cacique, respeita. Eu sou cacique, a
terra é indígena. Essa barragem aqui está dentro da terra indígena”.
Durante a discussão, os dois trocam ofensas. O governador
responde com um palavrão, enquanto a mulher afirma que ele estaria fazendo
política com a situação.

