O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos
principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o
setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada,
segundo dados consolidados do Sistema OCESC. O resultado representa uma alta de
7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores.
"Cada emprego criado pelo cooperativismo representa
renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as
cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto
social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento
no território, com impacto direto nas economias regionais", diz o
presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
O movimento também acompanha a ampliação da base social do
cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o
marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais
cooperativista do Brasil.
"O cooperativismo cresce quando entrega resultado
econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta
crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem
participa do sistema", afirma Zanatta.
PERFIL DOS EMPREGOS
Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os
empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107
mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e
compromisso social em diferentes ramos e regiões.
A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina,
com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do
estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas
catarinenses no cenário nacional.
A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de
competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as
cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.
"O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta
cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados
aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse
modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades", conclui
Zanatta.

