Resumo

O acidente em Joinville expõe riscos da fiação pendente em vias urbanas. Um motociclista de 24 anos sofreu lesões no pescoço após ser laçado por cabos de telefonia deslocados por um ônibus. A vítima registrou ocorrência e busca responsabilização judicial das empresas envolvidas.

Dinâmica do acidente em Joinville

Um motociclista de 24 anos, identificado como Thiago Correa, foi arrastado pelo pescoço por cabos de telefonia na manhã desta segunda-feira (19), em Joinville, no Norte de Santa Catarina. O acidente ocorreu por volta das 6h, no momento em que a vítima se deslocava para o trabalho. Imagens de segurança registraram o instante em que um ônibus, trafegando no sentido oposto, atingiu e puxou a fiação que estava baixa, laçando o jovem.

Segundo o portal G1 SC, Thiago percebeu o obstáculo e tentou frear, mas foi puxado por alguns metros antes de o motorista do coletivo notar a situação e parar o veículo. O condutor ofereceu socorro, mas o motociclista optou por seguir por conta própria até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul para receber cuidados médicos.

Impactos e medidas judiciais

A vítima apresentou cortes profundos e ferimentos na região do pescoço, além de queimaduras nas mãos causadas pelo atrito com os cabos. À NSC TV, Thiago informou que registrou o boletim de ocorrência para solicitar o exame de corpo de delito. Ele pretende acionar judicialmente as empresas responsáveis pela fiação solta na via pública.

Posicionamento das empresas e órgãos reguladores

A Celesc, responsável pela gestão dos postes, declarou que só tomou conhecimento do fato após ser questionada pela imprensa. A companhia enviou equipes ao local para a limpeza e organização dos cabos e reforçou os seguintes pontos:

  • A rede de energia elétrica é independente das redes de telecomunicações;
  • A manutenção e retirada de cabos excedentes são obrigações exclusivas das operadoras;
  • Irregularidades devem ser denunciadas imediatamente pelos canais oficiais da distribuidora.

A Anatel esclareceu que a legislação garante às prestadoras o uso compartilhado da infraestrutura de postes, conforme a Lei Geral de Telecomunicações. Até o momento, a Unifique, operadora identificada como responsável pelos fios envolvidos, não se manifestou sobre o ocorrido.