Resumo
O fornecimento de cadeiras RGK para sete paratletas marca o fortalecimento da infraestrutura do tênis em cadeira de rodas brasileiro. O investimento de R$ 500 mil pela CBT e CPB prioriza atletas no topo do ranking mundial, como Ymanitu Silva, visando o ciclo paralímpico de 2028.
Tecnologia de ponta no circuito mundial
O catarinense Ymanitu Silva e outros seis paratletas do tênis em cadeira de rodas (TCR) foram contemplados com equipamentos de tecnologia avançada adquiridos pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). A entrega, formalizada nesta sexta-feira (16), faz parte de um convênio com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) focado no alto rendimento internacional.
O investimento de R$ 500 mil possibilitou a compra de cadeiras da marca RGK, referência global em performance esportiva. Os equipamentos foram destinados aos atletas melhor posicionados no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF), seguindo critérios técnicos estabelecidos pela confederação.
Atualmente na Austrália para a disputa do Australian Open, Ymanitu Silva, Daniel Rodrigues e Leandro Pena receberão os novos materiais assim que retornarem ao Brasil. Os demais atletas já retiraram os equipamentos no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB).
Atletas beneficiados pelo projeto
- Daniel Rodrigues
- Diego Kohlrausch
- Vitória Miranda
- Jade Lanai
- Ymanitu Silva
- Leandro Pena
- Luiz Calixto
Ymanitu, natural de Tijucas, é um dos nomes mais vitoriosos da modalidade, com pratas em Roland Garros e nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago. A renovação do material é vista como essencial para manter o nível competitivo diante das potências mundiais do esporte.
Visão estratégica para 2028
De acordo com o presidente da CBT, Alexandre Farias, a ação representa um salto qualitativo para a modalidade. O vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento, reforçou que a iniciativa já projeta o ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de 2028, buscando garantir que os brasileiros tenham paridade tecnológica com seus adversários no circuito mundial.
Luiz Calixto, de 18 anos, que inicia sua temporada profissional em 2026, destacou que o novo equipamento é um passo decisivo para alcançar seus objetivos na carreira. A seleção dos contemplados utilizou como base o ranking da ITF de julho de 2025, premiando os dois melhores de cada categoria.

