Florianópolis, conhecida por suas praias e sol generoso, enfrentou um 2025 excepcionalmente chuvoso. Ao todo, a capital catarinense registrou 140 dias com precipitação, o que equivale a cerca de cinco meses inteiros sob chuva – ou três dias molhados por semana. Esses números, levantados pela reportagem do G1 com base em dados da Epagri, os pontos de monitoramento da ilha com maior volume de chuva, como o equipamento no Norte da Ilha, pintam um quadro de um ano marcado pela umidade excessiva.
Você já parou para pensar como isso afeta a rotina diária? De passeios cancelados a riscos de deslizamentos, o excesso de chuva vai além do guarda-chuva: impacta economia, mobilidade e segurança. Vamos mergulhar nos detalhes para entender o que aconteceu e o que esperar.
O mês mais chuvoso e a distribuição ao longo do ano
Outubro se destacou como o pico de umidade, com 17 dias de chuva – mais da metade do mês inteiro. Setembro veio logo atrás, com 15 dias, seguido de janeiro, com 14. Esses picos mostram como o clima não poupou nem verão nem outono.
Aqui vai o breakdown mês a mês, conforme os dados da Epagri:
- Janeiro: 14 dias
- Fevereiro: 11 dias
- Março: 11 dias
- Abril: 9 dias
- Maio: 11 dias
- Junho: 12 dias
- Julho: 5 dias (o mais seco)
- Agosto: 10 dias
- Setembro: 15 dias
- Outubro: 17 dias
- Novembro: 12 dias
- Dezembro: 13 dias
Esses números não são estimativas: vêm diretamente dos sensores da Epagri, órgão oficial de pesquisa agropecuária de Santa Catarina. Na prática, isso significa que julho trouxe um alívio raro, enquanto a primavera e o fim do ano foram dominados por nuvens carregadas.
Nem toda chuva é igual. Três datas em 2025 transformaram o céu cinza em caos real. Em 16 de janeiro, uma enxurrada intensa desabrigou mais de mil pessoas, deixou uma vítima fatal e destruiu casas e bens, conforme relatos da Defesa Civil e cobertura do ND Mais.

