Santa Catarina reafirma sua posição de destaque no cenário econômico nacional ao apresentar o menor Índice de Gini do país entre os trabalhadores ocupados no primeiro trimestre de 2025. Os dados foram revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A marca consolida uma trajetória de liderança estadual na redução das desigualdades de renda e reforça o modelo econômico adotado por Santa Catarina como referência em equilíbrio social e dinamismo produtivo.
O que é o Índice de Gini e por que ele importa?
O Índice de Gini é um indicador internacional amplamente utilizado para medir a concentração de renda em uma população. Seu valor varia de 0 a 1:
- 0 representa uma distribuição de renda totalmente igualitária;
- 1 representa desigualdade total, em que toda a renda está concentrada em uma única pessoa.
Ou seja, quanto mais próximo de zero, mais justa é a distribuição de renda entre os trabalhadores.
Santa Catarina: 17,8% melhor que a média nacional
No primeiro trimestre de 2025, Santa Catarina atingiu um Índice de Gini de 0,424 entre os trabalhadores ocupados — o melhor resultado do Brasil. Para comparação, a média nacional é de 0,516, o que representa uma diferença de 17,8% em favor do estado.
O levantamento leva em conta o rendimento mensal efetivamente recebido por pessoas com mais de 14 anos em todas as ocupações.
Quais os fatores por trás desse desempenho?
Segundo a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), o desempenho catarinense é resultado de uma combinação de fatores estruturais, políticas públicas eficazes e um mercado de trabalho formalizado e dinâmico.
“Graças às políticas implementadas pelo governador Jorginho Mello, Santa Catarina consolida sua posição como uma das economias mais sólidas e socialmente equilibradas do Brasil”, afirmou o secretário do Planejamento, Fabrício Oliveira.
Dentre os principais destaques citados pela Seplan estão:
- Alto índice de formalização do trabalho;
- Baixa taxa de desemprego;
- Alta produtividade nos diversos setores econômicos;
- Apoio consistente a pequenos negócios e empreendedores;
- Segurança jurídica e incentivos para a abertura de empresas.
“O melhor programa de transformação social é o emprego”, destacou o governador Jorginho Mello, em declaração oficial. “Com oportunidades de trabalho, damos liberdade para as pessoas empreenderem e mudarem de vida.”
Setores que impulsionam a equidade
O setor de Alojamento e Alimentação teve papel importante na redução da desigualdade em Santa Catarina. De acordo com a Seplan, entre 2012 e 2025, esse segmento reduziu seu grau de desigualdade em cerca de 20%. Em 2025, o índice de Gini no setor é de apenas 0,357, um dos menores do estado.
Esse resultado reflete não apenas a formalização de postos de trabalho, mas também a interiorização das oportunidades e o crescimento de polos turísticos sustentáveis.
Fonte: Rádio Araranguá Foto: Freepik - wirestock

