Chuva migra para o Sul e atinge cidades em situação de emergência por conta da seca

Segundo a previsão do tempo, a formação de uma frente fria causa chuva forte já no início desta semana em diversas regiões do Rio Grande do Sul

A chuva já enfraqueceu sobre o sul da Bahia, mas retornará com mais intensidade entre o domingo, 19, e segunda-feira, 20, da semana que vem. Embora a quantidade de precipitação seja bem menor, há risco de novos transtornos pela infraestrutura abalada pela tempestade da semana passada. Enquanto não retorna ao litoral da Bahia, a chuva forte ficará perambulando pelo Brasil nesta semana.

Nesta segunda-feira, 13, os maiores acumulados serão vistos sobre Goiás, Distrito Federal e centro e noroeste de Minas Gerais, Pantanal de Mato Grosso do Sul e no norte do Amapá. No Rio Grande do Sul, uma frente fria causa chuva forte na Campanha, região de Bagé, mas a tendência é de menor quantidade de chuva a partir de amanhã sobre o Paraná, Santa Catarina e Metade Norte do Rio Grande do Sul. A precipitação sobre a região Sul, embora aumente a umidade do solo em todos os municípios nesta semana, não será suficiente para pôr fim à estiagem. A cidade de Júlio de Castilhos decretou situação de emergência por conta da estiagem. Além do mais, a partir da quinta-feira, 16, há previsão de temperaturas máximas próximas aos 40°C ao longo da fronteira com a Argentina, fazendo com que a pouca chuva que caia se perca rapidamente por evapotranspiração.

Segundo a previsão do tempo, sobre os temporais, na terça-feira, 14, o acumulado será mais elevado nas áreas de café da Mogiana e do sul de Minas Gerais, além de áreas de arroz do Vale do Paraíba e no sul do Rio de Janeiro.

Na quarta-feira, 15, será a vez da divisa tríplice de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso receber elevado acumulado de chuva. Em sete dias, estimam-se mais de 100 mm na Alta Mogiana (café-SP), sul, centro e oeste de Minas Gerais, norte de Mato Grosso do Sul, leste e sul de Goiás, boa parte de Mato Grosso, sul do Pará e litoral norte do Amapá. E junto com a chuvarada, esperam-se dias nublados e temperaturas máximas baixas em boa parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, inviabilizando os trabalhos de campo.

Apesar dos dias mais nublados, produtores de São Paulo e Mato Grosso do Sul não terão do que reclamar com a boa reposição de umidade no solo. O noroeste paulista terá uma reposição de mais de 30 pontos percentuais em apenas uma semana. Entre os dias 20 e 26 de dezembro, além do retorno da chuva forte no sul da Bahia, as precipitações serão intensas sobre Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, novamente com acumulado acima dos 100 milímetros em sete dias. No litoral do Amapá, a Zona de Convergência Intertropical irá gerar mais de 150 milímetros. Por outro lado, boa parte da região Sul receberá menos de 20 milímetros.

Entre 28 de dezembro e 10 de janeiro, apesar da chuva mais intensa permanecer sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, percebe-se um aumento da precipitação sobre a região Sul, além do Paraguai, Argentina e Uruguai. Trata-se de uma tendência que prosseguirá até o fim de janeiro, mas que chegará tarde para áreas de milho e feijão instaladas de forma mais precoce na região Sul.




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