Pesquisa sobre temporada de verão sinaliza mudanças no perfil dos turistas e impactos nos negócios

Levantamento foi realizado em Balneário Camboriú, Florianópolis, Imbituba, Laguna e São Francisco do Sul, de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022

Turistas com poder de compra maior, avanço nas novas formas de pagamento e maior participação dos hotéis entre os meios de hospedagem - a pesquisa da Fecomércio SC sobre o Turismo de Verão no Litoral Catarinense aponta mudanças no perfil dos visitantes e os impactos da temporada nos negócios. Os resultados indicam uma retomada mais consistente no setor. Leia aqui a pesquisa na íntegra.

A pesquisa da Fecomércio SC sobre o Turismo de Verão no Litoral Catarinense foi realizada em Balneário Camboriú, Florianópolis, Imbituba, Laguna e São Francisco do Sul, de dezembro a fevereiro, com 1078 turistas e 554 empresários/gestores.

Nesta temporada, mais da metade dos turistas estão na faixa de rende entre R$ 2.204 e R$ 8.812, porém, este público vem caindo ao longo dos últimos anos. Por outro lado, os dados sinalizam tendência de crescimento na participação de turistas da faixa 5 (R$ 8.813 a R$ 11.015), que representaram 15,1% neste ano, maior percentual desde 2013 . Esta mudança no perfil socioeconômico pode ser uma oportunidade para os empresários, visto que este público tende a consumir produtos e serviços com mais valor agregado.

O gasto médio no período foi de R$4.698, puxado pela hospedagem (R$2.745) e alimentação e bebidas (R$1.875) - o valor representa cerca de R$500 a mais que a média histórica (R$4.231). Na avaliação de quase metade dos empresários, o movimento de clientes foi positivo, entre bom (41,9%) e muito bom (4,75), e o faturamento dos segmentos pesquisados aumentou tanto em relação à temporada anterior, quanto aos meses comuns do ano.

Os hotéis e pousadas voltaram a se destacar entre os meios de hospedagem, atingindo a maior fatia da série histórica. Conforme a pesquisa, a diferença entre a hotelaria (37,6%) e imóveis alugados (29,5%) foi a mais expressiva desde 2015. A busca por comodidade e por serviços oferecidos nestes estabelecimentos pode ter motivado esta escolha.

As formas de pagamento mais utilizadas nas viagens mostram que os turistas tinham orçamento para pagar à vista: no comércio e serviços, exceto hotelaria, oito em cada dez optou por esta modalidade. TED e PIX, por exemplo, saltaram de 0,8% em 2021 para 8,2% em 2022. Já na hotelaria, representou 68,8% e o pagamento eletrônico dobrou de 10,4% para 21,9%.

Destaques

- Brasileiros representam 86,6% do público. Público estrangeiro saltou de 2,1% em 2021 para 13,4%

- 72,1% viajaram com veículos próprios- percentual acima da média histórica (69,8%)

- 33,9% do comércio e serviços, exceto hotelaria, contrataram colaboradores extras- setores que mais influenciaram foram bares e restaurantes (46,5%) e mercados e supermercados (43,3%). Já na hotelaria, mais da metade (56,9%) admitiu temporários




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