Arroz: Para a safra 2026/27, a Epagri/Cepa projeta recuo de 7,3% na produção e na produtividade em Santa Catarina

O mercado de arroz continua a trajetória de recuperação dos preços em setembro. Esse comportamento reflete a baixa oferta do produto no mercado, resistência dos produtores em ampliar as vendas e variação da demanda ao longo do mês.

Os dados são um dos destaques da edição de outubro do Boletim Agropecuário, publicação do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa), que reúne indicadores atualizados e análises técnicas sobre as principais cadeias produtivas catarinenses.

Em setembro, a saca de 50 kg atingiu R$ 71,92 em Santa Catarina (+10,53% ante agosto) e R$ 80,79 no Rio Grande do Sul (+8,82%), ritmo que continuou nos primeiros dez dias de outubro, com médias parciais de R$ 73,52 (+2,2%) e R$ 82,81 (+2,5%), respectivamente. Paralelamente, a balança comercial de janeiro a setembro fechou favorável ao país, com US$ 388,70 milhões em exportações contra US$ 318,80 milhões em importações, liderada pelos gaúchos com US$ 373,64 milhões (96,1% do total nacional) e seguida pelos catarinenses com US$ 9,20 milhões (2,4%), valor que supera em 4,3 vezes o acumulado de todo o ano de 2025.

Para a safra 2026/27, a Epagri/Cepa projeta recuo de 7,3% na produção e na produtividade em Santa Catarina devido a chuvas associadas ao El Niño, com expectativa de colher 1,2 milhão de toneladas e rendimento de 8.369 kg/ha em 143,4 mil hectares mantidos. A atividade permanece concentrada no Litoral Sul (67,4%), área prevista para sofrer o maior impacto, no Litoral Norte (23,5%) e no Alto Vale do Itajaí (9,1%). Atualmente, 66% da área projetada está plantada, sendo que 89% das lavouras apresentam boas condições; os 11% restantes, em situação média (8%) e regular (3%), foram atingidos por enchentes no Sul e no Alto Vale do Itajaí e passaram ou passarão por replantio.