Nota
Oficial
Cidadãos jacinto-machadenses.
Tendo por objetivo garantir o respeito
ao princípio da separação dos poderes, previsto no art. 2º da Constituição
Federal, reproduzido no art. 6º da Lei Orgânica Municipal, onde diz: “são
poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o
Executivo”.
Diante de inúmeras situações de origem
“externa” visando interferir nas atividades da Casa do Povo que enfrentamos como
presidente, de compromissos de campanha que não estão sendo cumpridos, das dificuldades
que venho enfrentado no exercício deste mandato eletivo, é que tomei a decisão,
depois de analisar prós e contras da atitude, de continuar na presidência da
Câmara de Vereadores durante o ano de 2026.
Inicialmente é preciso dizer que fui
eleito presidente da Câmara para um mandato de 2 anos, de 1º de janeiro de 2025
a 31 de dezembro de 2026, onde a decisão de cumprir o mandato para qual fui
eleito se deu depois de ouvir apelos de companheiros do meu partido, de
filiados de partidos da própria coligação, de cabos eleitorais, de lideranças
comunitárias e dos eleitores que apoiam e confiam no nosso trabalho, me garantindo
nas urnas um segundo mandato de Vereador.
Com base em informações que estão
sendo veiculadas na imprensa regional e nas redes sociais desde o ano passado,
que começou com a divulgação de um documento do partido que tratava de um
acordo entre os Vereadores do MDB feito em reunião após as eleições, na qual consta,
sim, minha assinatura naquele documento.
Mas foi a única maneira que me restou
para chegar à presidência da Câmara, motivado por fatos ocorridos durante a
campanha eleitoral, em que parte do comando do meu próprio partido fez de tudo
para que não fosse eleito. A cada tentativa deles em me prejudicar mais e mais
pessoas aderiam a minha campanha, o que me fez o Vereador mais votado do MDB com
762 votos, sendo assim um dos poucos dentro do partido que já ultrapassou a
casa dos 700 votos na eleição municipal.
Desta forma, as manifestações que
ocorreram na última sessão, em 2/FEV, foram com um único objetivo, o de tentar criar
instabilidade política no âmbito da Câmara de Vereadores, ancorado na presença,
em massa, de servidores ocupantes de cargo em comissão na prefeitura, de quase
todos os Secretários Municipais, quando alguns Vereadores abusando de suas
prerrogativas parlamentares, em plenário, proferiram ataques pessoais,
ultrapassando os limites da crítica política.
A decisão de continuar na presidência
não tem nada a ver com a “questão de gênero”, uma tentativa que agora estão
propagando para criar uma falsa narrativa baseada apenas nas diferenças entre “feminino
e masculino”, em ser “mulher ou homem”. A questão em si é bem maior: de tentar
garantir, com muito esforço e enfrentando as críticas, a total independência
dos poderes municipais, sem as chamadas interferências “externas” na Câmara de
Vereadores.
Esta interferência viola padrões
éticos e a dignidade do cidadão ocupante de mandato eletivo que se submeteu ao
crivo das urnas e através do voto recebeu a consagração do povo para bem
representá-lo na Câmara Municipal, a chamada de Casa do Povo.
Reafirmo o meu compromisso com a
população, que continuarei exercendo as funções legislativas, fiscalizatórias e
de representação popular. Meu mandato seguirá focado em ouvir os cidadãos,
traduzindo suas necessidades em ações, projetos de lei e indicações concretas.
Além disso, reitero meu empenho na captação de emendas parlamentares para garantir
recursos para o prefeito viabilizar obras de infraestrutura e aquisição de
equipamentos que significam mais qualidade de vida e benefícios para a nossa
gente.
Jacinto Machado, 4 de fevereiro de
2026.
Vereador Agrício Abel Gonçalves (MDB)

