Uma mensagem de texto pode salvar vidas, especialmente em áreas rurais isoladas como a Serra Catarinense. Nesta terça-feira (6), em Curitibanos (SC), uma mulher de 34 anos conseguiu pedir socorro à nora após sofrer agressões graves do companheiro, de 48 anos. O caso expõe a realidade da violência doméstica e reforça a importância de redes de apoio familiar. Você já parou para pensar no que faria ao receber um alerta assim?

O que aconteceu na residência rural de Curitibanos

De acordo com a Polícia Militar, a nora da vítima recebeu uma mensagem em que a mulher afirmava temer pela própria vida. Preocupada, especialmente pelo histórico de violência e uso de entorpecentes do agressor, a família acionou os policiais. Ao chegarem ao local, encontraram a vítima com ferimentos visíveis: lesões nos braços, na cintura e um golpe na cabeça causado por um pedaço de madeira, após uma discussão.

A mulher relatou mais detalhes à polícia. O companheiro não só a agrediu fisicamente, mas também jogou combustível em suas pernas, ameaçando atear fogo, e a intimidava constantemente com armas de fogo. Esses episódios mostram como a violência doméstica em SC pode escalar rapidamente, misturando lesões corporais graves, ameaças e posse irregular de armas – crimes previstos no Código Penal e na Lei Maria da Penha.

Prisão em flagrante e apreensões policiais

Os PMs agiram rápido e prenderam o homem de 48 anos em flagrante por lesão corporal grave, ameaça e posse irregular de arma de fogo. Na casa, apreenderam duas armas de calibre .22 e uma espingarda de pressão 5.5 mm, que foram recolhidas como provas do risco à família. Questionado na Delegacia de Polícia Civil, o suspeito optou pelo silêncio, direito garantido pela Constituição.

A vítima foi levada ao Hospital Regional Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos, para observação médica. Lá, ela manifestou o desejo de representar criminalmente o agressor e pediu Medida Protetiva de Urgência (MPU), que pode ser solicitada via Justiça para afastar o violento do lar e proibir contatos.

Como se proteger da violência doméstica

Casos como esse, comuns em regiões rurais de Santa Catarina, destacam a vulnerabilidade em locais isolados. A PM reforça: vizinhos e familiares devem ficar atentos a mudanças de comportamento ou pedidos de ajuda digitais. Na prática, isso significa:

  • Ligue imediatamente para o 190 (PM) ou 180 (Disque Direitos Humanos) se suspeitar de agressão.
  • Guarde evidências, como mensagens ou fotos de lesões, para fortalecer denúncias.
  • Busque MPU na delegacia ou fórum, que é gratuita e rápida – em SC, o Tribunal de Justiça registra mais de 10 mil pedidos anuais, segundo dados oficiais de 2024.

Essas medidas salvam vidas e empoderam vítimas. E se fosse alguém próximo a você? A conscientização começa com ações concretas.

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