A Polícia Civil de Santa Catarina segue apurando as circunstâncias da morte de uma bebê de 8 meses, registrada na última quarta-feira (20), em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense. Conforme a delegada Fernanda Gehlen, mãe e padrasto da criança estão presos preventivamente e são os principais suspeitos das agressões que resultaram no óbito.

Segundo o inquérito, vizinhos relataram que era comum ouvir gritos, xingamentos e o choro intenso das crianças dentro da residência. O casal, que não estava trabalhando, permanecia em casa a maior parte do tempo.

Versões conflitantes e prisão preventiva

A mãe e o padrasto negaram as acusações, mas apresentaram versões contraditórias, cada um responsabilizando o outro pelos cuidados da bebê e do irmão de 3 anos. Após diligências, a Polícia Civil descartou essas justificativas e manteve o casal sob custódia, onde devem permanecer até a conclusão do inquérito, no prazo legal de 30 dias.

O corpo da pequena Vitória foi submetido a exame cadavérico no Instituto Médico Legal (IML). O laudo deve indicar as causas da morte e reforçar as investigações.

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Pai da bebê se manifesta e pede justiça

No fim de semana, o pai da criança, Leoni Fernandes da Costa, divulgou nota pública por meio de suas advogadas. Ele lamentou profundamente a perda, agradeceu o apoio recebido e afirmou que seguirá lutando por justiça.

“A partida de Vitória deixa um vazio impossível de ser preenchido, mas a lembrança ficará para sempre. O abraço recebido da comunidade tem sido um alívio em meio à dor”, destacou.

Segundo a defesa, o pai vinha tentando contato com os filhos há cerca de dois meses, após a mãe ter se mudado para Campos Novos sem comunicar endereço. Em 31 de julho, chegou a protocolar uma ação judicial para garantir o direito de convivência, mas o processo não avançou a tempo de evitar a tragédia.

Situação do irmão sobrevivente

O menino de 3 anos, irmão da bebê, está agora sob a guarda paterna por decisão judicial. A família informou que pretende concentrar esforços para oferecer proteção, afeto e estabilidade à criança, além de colaborar com as autoridades no andamento das investigações.

A Polícia Civil deve realizar novos interrogatórios e aguarda a conclusão do laudo pericial para elucidar o caso.

Fonte: NSC Total / Imagem: Freepik - jcomp

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