O confronto entre Metropolitano e Carlos Renaux pela semifinal da Série B do Campeonato Catarinense, no último domingo (10), ganhou um capítulo inusitado e polêmico. O atacante Lucas de Souza Santos, do Metropolitano, foi expulso ainda no banco de reservas após urinar dentro de uma garrafa plástica. O caso chamou atenção nas redes sociais e levantou dúvidas sobre a aplicação das regras do futebol em situações não previstas de forma explícita.
O que diz a regra da FCF
Segundo Kleber Lúcio Gil, diretor do Departamento de Arbitragem da Federação Catarinense de Futebol (FCF), não existe um trecho específico nas Regras de Jogo que mencione esse tipo de comportamento. No entanto, a punição é possível com base na Regra 12, que prevê cartão vermelho para atletas — sejam titulares, substitutos ou substituídos — que realizarem ações ofensivas, insultantes ou abusivas.
Gil explica que, em casos de necessidade fisiológica, o atleta pode solicitar autorização ao árbitro para se dirigir ao vestiário. “Não se espera que um jogador profissional faça algo do tipo em um lugar público, ainda mais com o risco de ser mostrado pela transmissão para todos que acompanham o jogo”, destacou.
Relato do árbitro e impacto da decisão
Na súmula da partida, o árbitro Adriano Roberto de Souza registrou:
“Expulsei de forma direta, após ser informado pelo 4º árbitro, que o atleta Lucas de Souza Santos estava urinando dentro de uma garrafa plástica em seu banco de reservas. Após ser expulso deixou o campo normalmente.”
A atitude foi considerada inapropriada não apenas pela federação, mas também por parte da opinião pública, que questiona a conduta do jogador e os cuidados que devem ser tomados em ambientes esportivos transmitidos ao vivo.
Repercussão e próximos passos
Apesar do episódio, o resultado em campo foi equilibrado: empate em 1 a 1, deixando a decisão da vaga para o jogo da volta no próximo sábado (16), no Estádio Augusto Bauer, em Brusque.
O caso também reacende a discussão sobre profissionalismo, postura ética e os limites do comportamento aceitável em competições esportivas.
Especialistas apontam que situações como essa, embora raras, reforçam a importância de atletas conhecerem não apenas as regras do jogo, mas também o protocolo de conduta esperado dentro e fora de campo. Afinal, mesmo ações não previstas literalmente nas regras podem gerar punições quando consideradas desrespeitosas ou ofensivas.
Fonte: engeplus / Foto: Reprodução/FCF TV

