Conforme informado no portal R7 o Brasil se vê diante de uma crise econômica potencialmente ainda mais grave, após a recente decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de até 500% sobre as importações brasileiras. O motivo dessa drástica medida? O comércio contínuo do Brasil com a Rússia, em especial a compra de fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio nacional. Essa nova tarifa pode ser uma consequência direta de um projeto de lei aprovado no Congresso dos EUA, conhecido como Sanctioning Russia Act of 2025.

O contexto: Por que os EUA estão ameaçando o Brasil?

A medida proposta pelo governo de Donald Trump visa pressionar a Rússia a buscar um acordo de paz com a Ucrânia, em resposta à invasão que ocorre desde 2022. Além disso, a lei busca cortar as fontes de financiamento da guerra, impondo sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com Moscou, como é o caso do Brasil. O foco inicial do projeto de lei está na venda de petróleo, gás e urânio russos, mas a proposta inclui tarifas pesadas para países que compram esses produtos ou que, de outra forma, ajudam a sustentar a economia russa.

O Sanctioning Russia Act de 2025 prevê uma tarifa de até 500% sobre os produtos importados de países que mantêm negócios com a Rússia. A intenção por trás dessa sanção secundária é criar um isolamento comercial ainda maior para Moscou, dificultando o financiamento da guerra, enquanto pressiona aliados e outros países a interromperem seus laços comerciais com a Rússia.

A posse de fertilizantes russos

O Brasil, com um agronegócio robusto e dependente de insumos estrangeiros, é particularmente vulnerável a essa situação. O país é o maior importador de fertilizantes russos, um insumo essencial para garantir a produção agrícola, especialmente nas lavouras de grãos e soja, que representam uma fatia significativa das exportações brasileiras.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, destacou a dificuldade de o Brasil romper com a Rússia nesse sentido, dada a dependência nacional dos fertilizantes. Ele foi enfático ao afirmar que a escassez desse insumo pode afetar a produção de alimentos no país, algo que não se pode "negar". Já o senador Carlos Viana (Podemos-MG) alertou sobre o impacto de uma possível sanção e o risco de enfraquecer um dos setores mais poderosos da economia nacional.

A tarifa de 50% já aplicada e o impacto nas exportações Brasileiras

Na quarta-feira (30), o governo de Donald Trump anunciou oficialmente a imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, em vigor a partir da próxima semana. A medida não afeta todos os produtos, mas tem implicações graves para algumas commodities brasileiras, como carne bovina, café e cacau, que não foram excluídas das taxas de taxação. Esse tarifaço, com um impacto direto no fluxo comercial entre os dois países, traz incertezas sobre o futuro das relações econômicas entre o Brasil e os Estados Unidos.

Além disso, a imposição de uma tarifa de 25% sobre as importações da Índia, também como parte da mesma política comercial, levanta questões sobre a extensão e a eficácia dessa estratégia. Embora os produtos estratégicos como petróleo, minério de ferro e aviões comerciais tenham sido excluídos da lista de taxação, os produtos agrícolas e outras commodities brasileiras estão entre os mais afetados.

O que esperar nos próximos meses?

O cenário é incerto, mas o Congresso dos EUA já indicou que a proposta tem amplo apoio, com mais de 80 senadores de diferentes partidos expressando respaldo à medida. O projeto, que busca enfraquecer a economia russa, provavelmente será votado nos próximos meses. Para o Brasil, isso significa que poderá enfrentar sanções ainda mais severas em um futuro próximo, caso continue mantendo laços comerciais com a Rússia.

Implicações econômicas e políticas para o Brasil

O impacto econômico de uma sanção de 500% sobre as exportações brasileiras seria devastador para diversos setores da economia, principalmente o agronegócio, que é altamente dependente de fertilizantes importados. Além disso, as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos poderão ser ainda mais abaladas, dado o apoio tácito da política brasileira ao governo de Vladimir Putin.

Na prática, o Brasil precisará tomar decisões estratégicas sobre como equilibrar suas relações comerciais com a Rússia e os EUA, sem comprometer a vitalidade de sua economia, em especial o setor agrícola.

Fonte: R7

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