Em meio a uma série de reuniões em Washington, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) alertou sobre um novo desafio econômico e geopolítico para o Brasil. O "tarifaço" de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é, segundo ele, resultado de um fator muito mais complexo do que a política interna do Brasil. O problema, segundo Viana, é a crescente atuação militar e geopolítica do Brasil dentro do Brics, grupo formado por países emergentes como China, Rússia, Índia, África do Sul e o próprio Brasil.

A declaração ocorreu em um momento em que uma comitiva de senadores brasileiros está nos Estados Unidos, tentando negociar uma diminuição das tarifas e reforçar a relação bilateral entre os dois países.


O "Tarifaço" e a expansão militar do Brics

O governo dos Estados Unidos, liderado por Joe Biden, tem imposto altas tarifas sobre produtos brasileiros, afetando principalmente a indústria nacional. A imposição de um imposto de 50% tem sido uma grande preocupação para os exportadores brasileiros e, até agora, a principal justificativa dos EUA seria um suposto "desequilíbrio comercial" entre os dois países.

No entanto, o senador Carlos Viana apresenta uma análise mais geopolítica. Em entrevista coletiva, ele destacou que o real "problema" das tarifas não é econômico, mas sim a crescente aliança militar do Brasil com a China, que faz parte do Brics. Segundo Viana, os Estados Unidos não veem mais o Brasil como um parceiro apenas econômico dentro do grupo, mas também como uma peça-chave no cenário geopolítico, especialmente com o envolvimento do Brasil em questões militares relacionadas à China.

"Enquanto o Brics era visto inicialmente como um grupo econômico, hoje ele é muito mais do que isso. O Brasil está se envolvendo em discussões militares com a China, e isso está gerando um desconforto significativo nos Estados Unidos", afirmou Viana.

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A visita do senador aos EUA

A viagem à capital norte-americana tem como objetivo tentar resolver essa questão das tarifas e estreitar relações comerciais e políticas com os EUA. Além de reuniões com líderes empresariais na U.S. Chamber of Commerce, a comitiva de senadores brasileiros, composta por oito parlamentares, também se encontrou com congressistas e representantes do governo dos EUA. O foco das discussões foi a busca por uma solução para o chamado "tarifaço", que afeta principalmente a indústria nacional.

Nos encontros, Viana e seus colegas buscaram explicar que as tarifas mais altas não são justas, considerando o histórico de relações comerciais entre os dois países, e como as políticas de tarifas podem prejudicar a economia brasileira de maneira desproporcional.

No entanto, como relatado por Viana, a questão da geopolítica tem pesado mais nas conversas. "Os EUA não estão apenas preocupados com o comércio. Há uma mudança na dinâmica política internacional, e isso tem gerado um descontentamento crescente", comentou o senador.

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